5.7.11

Huyana Potosi: Acampamento Base



Diario de Viagem
Data: 05/07/2011

Chegamos as 15h00 no Refúgio do acampemento base do Huyana Potosi. O recepcionista do refúgio é o único boliviano antipático que conhecemos até agora. Nos disse friamente que como nosso guia nao fez reservas nao temos direito a jantar, ele pode no maximo descolar alguns leitos para passarmos a noite.
Comecamos entao a redividir nossa comida, que inicialmente foi planejada para apenas dois dias na montanha.
Tres membros da expedicao, inclusive este que escreve, estao com diarreia de uma pizza estranha de La Paz.
Depois de duas horas congelantes no refúgio consigo negociar um sanduiche de ovo e uma Pringles com o recepcionista psicótico, que tem mania de organizacao, luagares marcados e limpa cada coisa pelo menos 3 vezes repetidamente.



A visibilidade é tao ruim, que nao conseguimos ver a montanha sob a qual estamos na base.
A noite só podemos descer ao refeitório exatamente as 20h30, depois que o grupo de alemaes terminar de comer. O Léo tenta mendigar algum resto de comida para a equipe, mas o gentil recepcionista prefere dar a comida ao cachorro vira-lata, do que nos alimentar (isso nao é mentira!)
No fim da noite somos agraciados com a feliz notícia de que o nosso amado recepcionista será o segundo guia na ascensao ao Huyana Postosi.
O otimismo ficou em La Paz...

ass: Bruno Senna

4.7.11

Apenas o homem de fé passará!



Como diria o bom e velho Indiana Jones: apenas o homem de fé passará! Estamos a caminho da nossa segunda tentativa, amanha partimos em direcao ao acampamento base do Huyana Potosi com o objetivo de alcancar seu cume aos 6088m. Se o tempo colaborar e surgir uma janela para o ataque estaremos prontos!

Algumas fotos da nossa última aventura no Alpamayo!

trilha para o acampamento base















matando o tempo na barraca antes do ataque....







Jantar no acampamento base antes do ataque...
situacao do acamapamento base...


nosso cooler improvisado...









ascensao!


nosso guia casca grossa! Marco!
James no comeco da subida...

cume do Tarija

Visibilidade zero!
mucha nieve!





























3.7.11

Brasileños Bajo Zero








Como contar sobre a maior aventura de nossas vidas em um post tao rapido. Aprendemos tanto em quatro dias que é difícil descrever. Foram horas muito intensas que vivemos na regiao do Condoriri.








O nosso objetivo inicial era fazer o cume do Pequeno Alpamayo, pela via que passa pelo cume de uma outra montanha chamada Tarija. Acordamos as 02h00 e partimos as 03h00 para o ataque ao cume no dia 01.


Nao demos sorte com o tempo, nevou todos os dias desde que chegamos ao acampamento base. Em media caia 30cm por dia. No dia do ataque tivemos a ilusao de que haveria uma janela de tempo melhor para a ascensao, mas assim que chegamos ao Glaciar a neve, a neblina e os ventos fortes nao cederam.


Durante os dias de preparo no acampamento, nosso guia, o Marco, vivia nos chamando de brasileños bajo zero, mucho locos, e só fomos entender o real motivo do apelido ao chegar na montanha. As condicoes climaticas (tempestade de neve, ventos fortes e sensacao termica de 20 graus negativos) estavam hostis e chegamos ao cume do Tarija exaustos, nem ao menos era possivel ver a outra montanha. Após 7h:30min de esforco, avaliamos a situacao e decidimos que o mais prudente seria retornar..


A sensacao de se retirar depois de tanto esforco empregado e frustrante, indescritivel, mas e preciso saber a sua hora na montanha e nunca deixar sua vontade sobressair a realidade do momento. E preciso avaliar cada variavel e tomar a decisao mais sensata. No nosso caso, citarei algumas:











1-gastamos mais tempo do que o normal para chegarmos ao cume do Tarija (5360m) e nos desgastamos muito devido ao clima.







2-a tempestade de neve nao cedia e a visibilidade era minima, na media de 3m, nem mesmo viamos o P. Alpamayo



3-os riscos de gretas ocultas no glaciar eram maiores a cada minuto nevando



4-como a rota normal segue pela crista do P. Alpamayo (bem fina) os riscos de placas de neve se soltarem com a gente em cima era imensos. Nao sei voce, mas eu nao gostaria de estar no meio de uma avalanche!rs.





5- tivemos que abrir a trilha na ida e na volta, devido ao volume de neve que estava caindo. Isso nos desgastou muito, mas muito....e a descida foi tensa.



No fim do dia, mesmo exaustos, estavamos felizes tambem, todos estao bem, aprendemos como é importante ter um bom guia, investir em um bom equipamento, confiar e escolher bem seus parceiros, respeitar a montanha e os seus limites.


Resumindo, foi duro! Mas foi bom demais!



Postaremos as fotos e videos no próximo post!


















Uma certeza temos: O Pequeño Alpamayo agora e divida de vida, voltaremos!






28.6.11

El Chacaltaya




Ultimo dia de aclimatacao em La Paz. O Chacaltaya é uma montanha com aprox. 5.400m, onde funcionava ha 10 anos atras uma estacao de esqui.

O carro nos deixa muito proximo, e temos que subir uns 100m.

Ficamos la por 2 horas, com MUITO vento, e baixa sensacao termica, apesar dos termometros marcarem de 7 a 10 oC.

De lá é possivel avistar o imponente Huayna Potosí - já deu pra encarar o que nos espera!

Hoje, ultimos ajustes e preparos, uma reuniaozinha com os guias pra acertar tudo, e amanha as 9:00 partimos! 4 dias


El Chacaltaya

O imponente Huayna Potosi

Galera na van...
Friaca no topo do Chacaltaya


making of na van


27.6.11

Aclimatacao


Hola Chicos! Estamos em La Paz no momento, no terceiro dia oficial de expedicao. Para aproveitar nosso periodo de aclimatacao, resolvemos zarpar em direcao ao inexplicavelmente unico Salar de Uyuni no sul da Boliva. Apos consultar 3 agencias de turismo, perguntar cinco taxistas e tres chollas, tracamos uma estrategia militar para conseguir coordenar a chegada do Leo Santiago e do Cae com a partida do onibus para Uyuni. Nossa determinacao oscilou em alguns momentos durante as 10h de viagem, sendo 6 delas em estrada de terra. O groove, o sacolejo, o mexe-mexe e o requebra dentro do onibus podem ser vistos no video abaixo.



Sobrevivemos ao busao e nos enfiamos em um 4x4 para rodar salar adentro. No primeiro dia ficamos a 3660m, conhecendo a Isla del Pesado, Hotel de Sal e o Salar...








No segundo dia chegamos a 4600m, passamos pela Laguna Hedionda e seus flamingos, e encontramos um pico fantastico de boulder, o Vale de Rocas, onde mandamos varios First Ascents...










Quase esqueco de contar, que estamos com um membro temporario na expedicao, o Grazi, teve uma baixa no projeto da sua viagem e se agregou a nossa no periodo de aclimatacao.

24.6.11

Bora!

No aeroporto. Post expresso


The North Face

We did it!!!

Postzinho mais que de ultima hora, enquanto estamos em Sampa e o Cae ajeita as coisas dele.
Só pra deixar registrado a gratidão pela The North Face Brasil, através da queridíssima Paula Raso, por ter viabilizado este apoio para nós. Estamos agora equipados com o que há de melhor para roupa de montanha - e com MUITO estilo!
Neste pacote, não veio só o apoio material - ter a The North Face ao nosso lado dá uma motivação a mais, pra ter como único peso extra o peso da escudo TNF montanha acima!


Confiram também o blog deles, que sempre traz alguma novidade
Com certeza esta expedição é mais realizada agora! A organização, planejamento e engajamento de todos da equipe deu frutos - os primeiros passos estão dados, agora é encarar a subida!

Hasta pronto!